terça-feira, 23 de junho de 2009

Dica de som: SteelHeart


O crota Milijenko Matijevic mudou-se com sua familia para os Estanos Unidos em 1970, aonde conheceu o rock. Cantou em algumas bandas na adolescência e aos 16 anos entegrou a Red Alert, na companhia de Chris Risola (Guitarra), Frank Di Costanzo (Guitarra), James Ward (Baixo) e John Fowler (Bateria). Logo o contrato com a MCA é assinado e a banda passa a se chamar Steelheart (pois já havia outra Red Alert); Matijevic abandona a faculdade de engenharia mecânica para de dedidar somente à carreira de cantor.
Em 1991 é lançado“Steelheart”, álbum que conta com canções como I’ll Never Let You Go (que ocupou a posição 14 da Billboard top 40), Everybody Love Eileen e She’s Gone. Com vocais destruídores, as músicas foram muito bem aceitas pelo público, o que fez com que o álbum ficasse em primeiro lugar em muitos paises da Ásia.
Depois do sucesso do primeiro cd, sai em 1992 o "Tangled in Reins", que mostrava a banda funcionando em carga máxima (músicas como Mama Don't You Cry, que ficou em primeiro lugar em vários países). Mas infelizmente, quando a turnê de divulgação ia de vento em polpa e Mike(Milijenko) se consolidando como um dos maiores cantores de rock, aconteceu um fato que marcou a história da banda. Matijevic, com sua presença de palco inconfundível, resolve escalar a torre de luz de 14 metros de altura que sustentava o palco. A idéia arriscada não deu certo e, na frente de 13.000 pessoas, Mike cai levando junto a torre de iluminação. Na queda, a torre caiu em cima de sua cabeça, o que resultou em nariz e maxilar quebrados, coluna torcida e 28 pontos na nuca. Mike foi levado imediatamente ao hospital, mas mesmo após receber alta sofria com dores de cabeça e perda de memória. Diagnosticaram-no como portador de TBI (ferimento traumático no cérebro). O tratamento foi lento e não apresentava melhoras muito significativas, com isso, Mike perdeu todo seu dinheiro(além do tratamento caro, os empresário e companheiros de banda, sugaram seu dinheiro, o deixando-o de lado), e nen mesmo sua família não acreditava mais nele. Contendo em sua memória apenas o que foi 'descoberto' após o acidente, Matijevic consegue se livrar dos antigos contratos e compra os direitos de seus dois primeiros discos. Em 1995, Mike decide gravar "Wait", um disco para tentar provar(inclusive para si mesmo) que ainda podia cantar. Durante a gravação, algo inesperado aconteceu. Sentado em uma cadeira aguardando sua vez de entrar no estúdio, inesplicávelmente sua memória volta. Steelheart de volta(agora contando com Kenny Kanowski, Miljenko Matijevic,Vincent Melle e Alex Macarovich), Wait é um sucesso e a faixa título, novamente, fica em primeiro nos países asiáticos. Além de inúmeras turnês, Mike recebeu um convite para fazer a voz de Mark Wahlberg no filme "Rockstar", onde interpretou o vocalista da banda Steel Dragon junto com Jeff Scott Soto, Zakk Wylde e Jason Bonham.
Atualmente, a banda possui uma nova formação : Matijevic (vocais), Uros Ravoski(guitarra), T-Bone Andersson (guitarra), Myron Dove (baixo) e Mike Humbert (bateria). Começaram as gravações de um novo álbum no final de 2006 e fizeram uma pequena turnê pelos EUA. Para marcar a volta aos shows depois de muito tempo, lançaram um EP com três faixas intitulado "Just a Taste".
DICA DO AUTOR:
Mike sempre se destacou por sua incrível potência vocal e sua presença de palco inconfundivel. Vejam uma demonstração de seu talento em She's Gone ( http://www.youtube.com/watch?v=FxnGaURm3B8 ). É Ao Vivo! Simplismente incrível! Não deixem de ver, vão se impressionar.
Outra dica é o filme onde Mike fez os vocais, "Rock Star", quem gosta de rock não pode deixar de ver, ótimo filme que contra com a presença de Jennifer Aniston, Zakk Wild, dentre outros.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Homenagens: Dennis Bergkamp



Atacante nascido na Holanda, Dennis Nicolaas Bergkamp começou no time da base do Ajax, aos 12 anos de idade. Lutou por muito tempo contra seu físico franzino e só foi alçado ao time principal quando o técnico Johann Cruyff retornou ao clube e o reconheceu como um grande talento. Estreou como profissional aos 17 anos e logo se tornou um dos destaques do time, inclusive alcançando o recorde de marcar gols em 10 partidas consecutivas. Por lá anotou 122 gols e ganhou títulos como a Copa da Holanda em 1987 e 1983, e Campeonato Holandês em 1990, além de ganhar o título da Copa da Uefa, em 1992. Em 1993, Bergkamp foi comprado pela Inter de Milão-ITA onde marcou 11 gols e novamente foi campeão da Copa da UEFA, porém Dennis não se adaptou muito ao estilo defensivo do campeonato italiano. Em 1995, foi para o Arsenal, onde ganhou a Liga e a Copa Inglesam, além de fazer parte do time campeão inglês invicto em 2004. Nessa época Dennis já era um jogador respeitado por sua técnica apuradíssima sendo inclusive eleito pela FIFA como um dos melhores jogadores do mundo. Bergkamp é ainda o maior artilheiro da história da seleção holandesa com 37 gols, tendo disputado as copas de 94 e 98. "Homem de Gelo", como ficou conhecido por sua frieza dentro de campo, também é famoso por seu medo de viajar de avião, que o impedia de jogar várias partidas fora de casa pela Liga dos Campeões. Medo esse que por pouco não lhe tirou da Copa de 94, nos Estados Unidos. Bergkamp então foi de navio e ainda foi responsável por um gol em cima da Seleção Brasileira. Bergkamp pendurou as chuteiras 22 de julho de 2006. Na ocasião, foi inaugurado o Emirates Stadiumem um jogo especial entre Arsenal e Ajax, que contou com a presença de vários ídolos dos dois clubes. A partida acabou com vitória do Arsenal pelo placar de 2x1. Jogadores como Ian Wright, Emmanuel Petit, Patrick Vieira, Marc Overmars, Johan Cruyff e Marco van Basten vestiram por mais uma vez a camisa do Arsenal.



Principais Títulos:
2 Copas da Holanda
1 Campeonato Holandês
2 Copas da UEFA
1 Campeonato Inglês
4º lugar na copa de 1998


Times:
1986 a 1993 - Ajax - 122 gols
1993 a 1995 - Internazionalle - 11 gols
1995-2006 - Arsenal - 120 gols
Seleção Holandesa - 79 jogos - 37 gols

Digna de uma final!


Foi um espetáculo. As duas melhores equipes do Brasil confirmaram seu favoritismo e chegaram a final da Copa do Brasil. Ambas ganharam o estadual de forma invícta, com ótimos goleiros, atacantes decisivos e um meio de campo muito bem montado. No meio aliás onde jogam talvez os dois motores do time, Elias pelo lado do Corinthians e o argentino Guiñazu pelo Inter. Argentino esse que, junto com Tayson, era a maior esperança em um Inter cheio de desfalques.No Inter, Bolívar, Kléber, D'Alessandro e Nilmar eram os ausentes, já no lado do Corinthians, o único de fora era André Santos, servindo a seleção. Como disse Tite, ao invés de lamentar os ausentes, era melhor depositar confiança nos que jogariam pois dariam conta do recado. E realmente deram. Mal começou rolar a bola e já ficou claro que seria um grande jogo. E não foi diferente, um jogo muito disputado, sem chutões ou faltas pesadas, bola rolando com a mais pura técnica. Elias e Cristian marcando muito pelo Corinthians; do lado dos gaúchos, o carequinha Guiñazu corria e marcava com a mais pura raça argentina. Falando em careca, outro que vem em grande fase e novamente jogou muito bem foi Alessandro, um dos destaque em um time com Felipe, Ronaldo, Chicão.. Mas quem abriu o placar foi Jorge Henrique. Após contra ataque puxado pelo próprio baixinho, o substituto de André na esquerda, Marcelo Oliveira - depois de quase 2 anos parado pro lesão correndo risco inclusive de ter a perna amputada - fez boa jogada na linha de fundo e rolou pro meio, Jorge empurrou e saiu para o abraço; 1x0 Corinthians. Atrás no placar o Inter bem que tentou e, quando passava da ótima zaga corinthiana, esbarra em um Felipe inspirado. Tayson corria bem, Andrézinho tentava chutando, tentava através de faltas, mais Felipe sempre lá. Na volta do intervalo o Colorado ameaçou uma pressão, mas a equipe alvinegra logo recuperou o domínio do meio-campo. Fora da grande área, Ronaldo começou a ajudar na armação das jogadas. Serviu Dentinho, Jorge Henrique... Mas pouco depois voltou a se posicionar como atacante. E dessa maneira ele é decisivo. Após polêmico lance, Elias cobrou a falta rapidamente lançando o Fenomêno, logo no domínio já cortou Índio com a perna direita e chutou cruzado de esquerda; Gol. O Inter sabia que fora de casa seria de grande valia lhes deixando mais tranquilos para o jogo de volta no Beira Rio e foi pra cima do time paulista, empurrados pelo gás 'biônico' de Guiñazu. Tite sacou Alecsandro e colocou Leandrão, homem mais de área, com bom porte físico. Pena que mal pode aproveitar, pois logo no primeiro lance, já cometeu uma forte falta e levou cartão amarelo, levando o segundo logo depois em lance semelhante. Nos minutos finais, Mano colocou Souza para segurar a bola no ataque junto de Ronaldo - que jogou o jogo todo - e também tomou amarelo no primeiro lance, ficando assim suspenso para o jogo de volta, já que estava pendurado. O jogo seguiu com algumas boas defesas de Lauro até que o juiz apitou e decretou a vitória do time corinthiano por 2x0. Com o resultado o timão pode até perder de 1x0 que leva o caneco. Lembrando ainda que no jogo de volta, voltam Nilmar, Kléber, D'Alessandro, Bolívar e André Santos, que venha outro jogão.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Kakádependência ?!?

Começo o post com a frase dita na transmissão da Globo: "Lúcio tem a braçadeira pela raça demonstrada jogando e esbravejando.. mais o verdadeiro capitão dessa seleção é o Kaká". Kaká é o que chama os jogadores, o que grita, o que tenta algo de novo, o que motiva, o que une o grupo, o que chama a responsabilidade.. E foi nítido, mais uma vez, que o time de Dunga joga em função dele. Quando o novo galático pega a bola, outros jogadores param e assistem, ficam estáticos esperando uma jogada de gênio do ex-são paulino. O melhor exemplo disso foi comprovado no início do segundo tempo, quando deu uma certa apagada, inesplicavelmente o time tomou dois gols em apenas um minuto. E isso que estamos falando do Egito, imagina se fosse Itália ou Espanha.. O começo de jogo foi empolgante. Kaká logo cedo já chamou a responsabilidade e deixou o seu (belo) gol, esbanjando técnica. Em jogada ensaiada, saiu o segundo e o terceiro: Daniel e Elano que batem bem na bola, alçaram bolas nas cabeças de Luís Fabiano e Juan, respectivamente. No intervalo de um gol e outro, Zidan e Aboutrika, que davam trabalho, tanto insistiram que consiguiram marcar. A partir daí, com o resultado de 3x1, o time de Dunga parou de jogar e começou a administrar, afinal o Egito respeitava muito a seleção e parecia aceitar os gols tomados. Pois bem, o jogo voltou do intervalo, o time de amarelo continuou administrando, mas, dessa vez, os homens de vermelho pareciam estar mais ligados. Foi ae que começou o sufoco: 3x2,3x3, com direito a pressão e lances bonitos. Dunga por incrível que pareça, até mexeu bem no time, fez substituições coerentes. Tirou Elano, que embora tenha dado passe pra gol, não era tão veloz e não chegava a frente; tirou Robinho que nada fez e tirou Kléber que não foi tão ativo. O problema é que Pato entrou e fez exatamente o que Robinho vinha fazendo: lances individuais sem sucesso algum. André Santos, até se movimentou bem, mas já estava no final e pouco fez. Ramires, que partida após partida parece ser um escape para Dunga, foi o único que entrou a fim de mudar o que estava errado. E não era poucas coisas. Presenciamos até Júlio César, o melhor goleiro do mundo atualmente, deixando escapar bolas. A Seleção precisava de alguém que ligasse o 'ON' novamente. E lá estava ele, o novo jogador do Real Madrid: cobrava pegava a bola e partia pra cima, chamava toda a responsabilidade que o depositavam. Kaká, o melhor do mundo em 2007 merece toda atenção e respeito, mais deixar que ele resolva sozinho contra 11 egípicios fica complicado. Mas mesmo complicado, ele conseguiu. Levou o time pra frente, fez jogadas que levantou novamente o time e, após uma testada do nosso zagueiro que usa a braçadeira, é marcado um pênalti. Nosso camisa 10, novamente chama a responsabilidade e decreta a vitória de 4x3, deixando claro a Kakádependência.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dica de som: Blind Melon


A história da banda começou em 1989, quando o seu líder e vocalista Shannon Hoon deixa sua cidade natal, Lafayette em direção a Los Angeles, onde encontra os outros membros do grupo.
Já em 1991 o Blind Melon assina um contrato com a Capitol Records e começa a gravar seu primeiro disco, que tinha como título o nome da banda e viria a ser lançado em setembro de 1992.
Ainda em 1991,Axl Rose, amigo de infancia de Shannon, o convida para fazer participações especiais em algumas canções do álbum "Use Your Illusion" do Guns N' Roses, dentre as quais "November Rain" e "Don't Cry". Nesta última Shannon dividiu os vocais com Axl e também participou do videoclipe, fato que mais tarde contribuiria para a divulgação do próprio Blind Melon, já que o videoclipe foi exaustivamente exibido no mundo todo e muita gente quis saber quem era o vocalista que cantava ao lado de Axl.

Porém o sucesso veio mesmo em 1993 com o lançamento do single e do videoclipe de "No Rain". Como um foguete, a música atingiu o 3º lugar na Billboard e o disco atingiu a incrível marca de 2 milhões em poucos meses. É difícil encontrar alguém que nunca o tenha visto o videoclipe da canção, o "clipe da abelhinha", como até hoje é conhecido. Na MTV Brasil foi o videoclipe que mais vezes atingiu o 1º lugar das paradas em 1993, dividindo o mérito apenas com Madonna.
Em 1994 a banda foi indicada ao Grammy nas categorias Melhor Artista Novo e Melhor Banda de Rock. No mesmo ano eles ainda tocaram no Woodstock '94, que é considerado por muitos fans o maior e melhor show já feito pelo Blind Melon.

Em 1995 a história da banda começa a mudar: em agosto foi lançado o segundo álbum do Blind Melon, "Soup", no entanto a banda mal teve tempo de divulgar o novo trabalho já que em 21 de Outubro Shannon é encontrado morto no ônibus da banda, em Nova Orleans, vítima de overdose de cocaína. O vocalista, que já tinha sérios problemas com drogas desde os 17 anos, morreu aos 28 anos deixando uma filha de apenas 3 meses, Nico Blue Hoon.
Em meio a promessas de retomar às atividades, os membros da banda lançam o álbum póstumo "Nico" (em homenagem à filha de Shannon), composto de versões demo e músicas que haviam ficado de fora dos álbuns anteriores.

Em 2006, após muitos anos os integrantes originais da banda juntaram-se à Travis Warren (da banda Rain Fur Rent) que substituíra Shannon Hoon como vocalista. A reunião da banda resultou no álbum "For My Friends", lançado em 22 de Abril de 2008 pela Adrenaline Music, com 13 canções novas.Em novembro de 2008, o Blind Melon anuncia o cancelamento da turnê, pois Travis Warren deixa a banda por estar com problemas na voz, com isso a banda lançou um "concurso" para um novo vocalista e está a espera.