quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Barcelona x Milan ...= Ronaldinho!

Dois anos após deixar o Barcelona, Ronaldinho volta ao estádio catalão, pelo Milan, para a disputa do Troféu Joan Gamper, em homenagem ao fundado do clube espanhol. Com a bola rolando o jogo ficou em 1x1 no tempo regulamentar, com dois belos gols de Villa e Inzaghi, indo posteriormente para os pênaltis, aonde o goleiro Pinto fez três defesas e garantiu o título para o Barça. Mas o jogo em si ficou em segundo plano perante as inúmeras homenagens que o brasileiro recebeu, não apenas antes, mas durante e depois do jogo.
Antes da partida, depois dos outros 21 jogadores entrarem em campo, foi passado no telão um vídeo dos melhores momentos do brasileiro com a camisa azul-grená. Ronaldinho, bastante emocionado, entrou ao término do vídeo, aplaudido de pé, pelos mais de 80 mil torcedores presentes no estádio. A festa era tão grande que o brasileiro, à convite do capitão Puyol, posou ao lado dos jogadores do Barcelona para a foto oficial do jogo.
Se dentro de campo Ronaldinho não exibiu o mesmo futebol que o consagrou duas vezes como o melhor jogador do mundo, fora dele era a torcida era só alegria, festejado bastante quando o craque dentuço pegava na bola.
Após as cobranças das penalidades aonde o Barça sangrou-se campeão, aconteceu o momento mais marcante da festa. Puyol, como capitão do time catalão, recebeu a taça de campeão do torneio. Porém, em um gesto de homenagem e gratidão ao antigo companheiro, entregou a taça para Ronnie - apelido carinhoso dado ao brasileiro.
Ronaldinho atuou pelo Barcelona de 2003 à 2008, tendo disputado 145 partidas e marcado 70 gols. No clube catalão, viveu seus melhores momentos na carreira até então, como quando foi aplaudido em pé em pleno estádio do Real Madrid, repetindo o gesto vivido anteriormente por Diego Maradona. Foi no Barça também que Ronaldinho ganhou inúmeros prêmios individuais, como 2 títulos de Melhor Jogador do Mundo eleito pela Fifa, entidade máxima do futebol.

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Abaixo um vídeo de Ronaldinho quando, ainda pelo Barcelona, fez um belo gol em cima de seu atual time, AC Milan.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Voltando à ativa.

Pessoal, depois de um longo tempo afastado, voltarei a postar no blog. Espero que gostem das postagens novas, feitas com muito carinho para todos vocês. Boa semana à todos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

STJD - Superior Tribunal de Justiça Discutível.


No futebol moderno, a cada dia que passa fatores externos acabam ofuscando o que era pra ser um esporte disputado dentro de campo. A função do juiz no gramado seria a de por ordem, sendo imparcial e punindo as ações anti-esportivas. Porém, nem sempre isso basta. É aí que entra o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o famoso STJD. Sua existência é para julgar qualquer ato que esteja fora daquilo considerado fora dos padrões exigidos para uma partida de futebol. Seja um carrinho violento, seja um palavrão dito, seja uma comemoração de gol. Acontece que recentemente as decisões tomadas pelo STJD estão sendo um tanto questionáveis. Cada vez mais clubes vêm sendo prejudicados pelo tribunal com suspensões consideradas exageradas. Vejamos, por exemplo, o caso do São Paulo. Expulsos no empate por 1 a 1 com o Grêmio, pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, os são-paulinos Borges, Dagoberto e Jean receberam a mesma pena: três jogos de suspensão. Denunciados em diferentes artigos, os três ficam fora dos próximos dois duelos da equipe do Morumbi e só retornam na última partida da competição, contra o Sport. Com isso, o treinador São Paulino, Ricardo Gomes, que já não contaria com Hugo e André Dias, suspensos por terceiro cartão amarelo na rodada seguinte a citada, tem problemas ainda maiores para armar sua equipe em uma fase tão importante da competição. Justo? O quê falar então da entrada criminosa do zagueiro Danilo, em cima do atacante Jorge Henrique, no duelo Palmeiras 2 x 2 Corinthians, válido pela 33ª rodada. O defensor palmeirense acertou um carrinho com os dois pés na perna do atacante e não foi punido. Nem na hora do jogo, muito menos pelo Superior Tribunal. Justo? Podemos também lembrar a declaração de um dos auditores no julgamento do atacante Vagner Love, do Palmeiras. Na hora de dar sua opnião sobre o caso, o auditor disse "é claro que se suas tranças fossem vermelho e preto, eu não lhe daria suspensão" (em alusão as cores do time carioca Flamengo. Seriedade? Declarações como essas nos fazem lembrar o polêmico comentarista de arbitragem Roberto Godoy, da Tv Bandeirantes, que diz "para se levar a arbitragem brasileira a sério, é preciso tirar Rogério Corrêa(presidente de arbitragem no Brasil) do cargo". Godoy vai ainda mais longe, dizendo "cada decisão tomada pelo STJD é duvidosa". Justiça Desportiva? Ou seria 'Justiça Duvidosa' ?

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Olho Nele: Fran Merida

Um meio de campo habilidoso, criativo, altamente técnico, podendo jogar pelo meio ou caindo pela esquerda. O espanhol Francisco Mérida Pérez, de apenas 19 anos é sem dúvidas uma das maiores opostas para o futuro no Arsenal. O técnico Arsene Wenger, famoso por buscar novas estrelas, contratou o jovem promissor junto as categorias de base do Barcelona quando este tinha apenas 16 anos. Tal como muitos dos jovens jogadores do clube, Fran fez sua estréia na equipe principal na Carling Cup 2007/2008, uma tradicional copa na Inglaterra para se testar jovens jogadores. Uma vez que os jovens Gunners haviam sido eliminados na semifinal, ele levou o próximo passo em seu desenvolvimento - um empréstimo. Merida passou quatro meses no Real Sociedad em 2008, ajudando-os a subir para o primeira no ano seguinte. Passando por todas as seleções de base da Espanha, Merida faturou a maioria dos prêmios disputadas, sendo eleito o melhor jogador em quase todas. Pelo Arsenal, já disputou 5 partidas na equipe principal, mas tende a ser apenas o começo. Não se surpreenda ao vê-lo no Emirates Stadium mais vezes nesta temporada. Olho Nele!

Veja lances de Fran Merida no vídeo baixo:
http://www.youtube.com/watch?v=qTlnno0SahA&feature=fvst

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Homenagens: Alfredo Di Stéfano

Sem dúvidas um dos melhores de todos os tempos. E não são apenas argentinos e espanhóis que dizem isso de Alfredo di Stéfano Laulhé. Quem o viu jogar, o coloca acima de Pelé e Maradona. Inclusive os dois citados. O argentino Di Stéfano debutou no River Plate em 1945, após ser indicado pela sua mãe à um olheiro do clube. Após marcar 49 gols e conquistar dois títulos nacionais, foi convocado para a seleção argentina. Mas mal deu tempo dos argentinos aproveitarem o craque por sua seleção local. Em 1949, após dois anos sem conquistar títulos no River, Stéfano se transferiu para o Milionários, da Colômbia, e assim, se naturalizou colombiano. Além de conquistar quatro campeonatos nacionais pelo seu novo clube, Alfredo di Stéfano também participava de amistosos muito bem pagos ao redor do mundo. Em um deles, em 1953, contra o Real Madrid, foi um dos grandes destaques da partida e imediatamente contratado pelo Barcelona. O clube catalão o negociara com o clube que oficialmente detinha de seu passe, o River Plate. Di Stéfano já havia participado de três amistosos pelo Barcelona quando o Real Madrid entrou na disputa por ele. O clube da capital falara diretamente com o Millonarios e passou a considerar-se também dono da joia rara. O ministro dos esportes, General Moscardo, apresentou sua solução: o argentino faria temporadas alternadas por cada equipe por quatro anos - começando pelo Real. O acordo foi rejeitado pelo Barça, e Di Stéfano acabaria ficando no Real. A polêmica mudança dele para Madrid fez o Barcelona sentir-se traído. A rivalidade entre as duas equipes, até então irrisória começaria aí, aumentando com o passar dos anos devido às conquistas em série que o Real conseguiria com ele liderando o clube em campo. Antes de Di Stéfano chegar, o clube da capital não era o maior vencedor do país, nem mesmo da cidade: tinha dois títulos no campeonato espanhol, mas conquistados havia mais de vinte anos. No momento, o Barcelona (seis), Atlético Bilbao (cinco), Atlético de Madrid (quatro) e Valencia (três) possuíam mais conquistas em La Liga. Com Di Stéfano em sua primeira temporada, o Real conquistaria seu terceiro título, muito por conta dos 29 gols que deram a artilharia do torneio ao argentino. Um bicampeonato seguido viria na segunda temporada. Este título credenciou o Real Madrid a ser o primeiro representante da Espanha na Copa dos Campeões da UEFA, que teria sua primeira edição na temporada europeia de 1955/56. Di Stéfano não só participou, mas más também faturou novamente a artilharia e, o mais importante, conquistou a primeira edição do torneio entre clubes mais importante do mundo. A linha ofensiva com Kopa e o ponta da Seleção Espanhola Francisco Gento daria frutos na temporada 1956/57, com o Real vencendo novamente o Espanhol (com Di Stéfano novamente na artilharia) e conseguindo um bi na Copa dos Campeões. Com isso, Stéfano novamente se naturalizou e passou a jogar pela seleção meregue. A temporada que se seguiu viu o Real igualar-se a Barcelona e Atlético Bilbao como o maior vencedor da Liga Espanhola e com Di Stéfano novamente artilheiro dela. A continuação houve também na Copa dos Campeões: pela terceira vez seguida, a taça veio para o Real. Em 1958 chega ao clube o húngaro Ferenc Puskás, formando assim uma das mais brilhantes e vencedoras duplas da história do futebol mundial. Os anos de ouro no cenário internacional terminariam na década com o Real faturando também a primeira Copa Intercontinental, com vitória de 5 x 1 sobre o Peñarol. Em menos de dez minutos, ele já havia marcado uma vez, e Puskás, duas. Após conquistar cinco títulos continentais seguidos, o Real levantaria o Espanhol também cinco vezes seguidas entre 1961 e 1965. A última delas já foi sem ele no elenco: já sem os mesmo números de artilheiro, Di Stéfano deixou em 1964 o clube e se transfere para o Español, outro rival do Barcelona - por serem da mesma cidade. No Español jogou duas temporadas até encerrar a carreira, aos 40 anos, com, além de todos os troféus, mais de 800 gols marcados. Após um ano aposentado, Alfredo di Stéfano virou treinandor, passando por Boca Junior, Valencia, Sporting, River Plate, entre outros. Hoje, aos 83 anos, Di Stéfano é o presidente honorário do Real Madrid.


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Algumas frases sobres 'Don' Alfredo Di Stéfano:

"Para mim, o número 1 é Di Stéfano. Aqueles que o viram, viram. Aqueles que não o viram, perderam" (Joaquín Peiró, ex-Atlético de Madrid)

"Se Pelé foi o violinista principal, Di Stéfano foi a orquestra inteira" (Helenio Herrera, ex-técnico do Barcelona)

"Foi o jogador mais inteligente que vi jogar e transpirava esforço e coragem. Foi um líder inspirador e um exemplo perfeito para os outros jogadores" (Bobby Charlton, ex-Manchester United)

"Para as crianças dos anos 50, Di Stéfano era, acima de tudo, o som da vitória que se ouvia nas rádios, seu nome ecoava como uma batida do coração associada sempre a uma sensação de vitória" (editor de esportes do jornal espanhol 'As')