quarta-feira, 6 de abril de 2011

Muricy Ramalho é o novo técnico do Santos!


Se o Santos já era um dos favoritos ao título do Campeonato Brasileiro, o que dizer agora com a chegada de um técnico quatro vezes campeão?
Depois de uma longa negociação, finalmente Santos e Muricy chegaram à um acordo. O contrato assinado na tarde dessa terça feira vai até abril de 2012, com opção de mais um ano ao término.
Se o técnico multi campeão saiu do Fluminense reclamando publicamente da falta de estrutura, o mesmo não deve ocorrer no novo clube. O time da baixada investe pesado no CT Rei Pelé, sendo modelo para muitos clubes nacionais. Ao invés de ratos, Ramalho encontrará 3 campos oficiais, vestiários com banheiras de hidromassagem, piscina, hotel padrão cinco estrelas com 28 quartos duplos, refeitórios para 45 pessoas e salões de jogos e de televisão.
Muricy, de 55 anos, chega ao clube com dois auxiliares: Mário Felipe Peres, o Tatá, e Cláudio Grilo. O primeiro é seu fiel escudeiro e faz os trabalhos do dia a dia nos treinos. Já Grilo, é o responsável por filmar treinos do time e jogos de adversários.
Além dos ajudantes, Muricy Ramalho trás também um vasto currículo. O treinador foi campeão brasileiro em 2006, 2007, 2008 e 2010, sendo eleito o melhor técnico do campeonato em todas as edições. Em 2005, ficou muito perto, quando disputou o título nacional ponto a ponto com o Corinthians, em um campeonato cheio de polêmicas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dica de Som: Pepeu Gomes

Considerado pela revista americana 'Guitar World' como um dos dez melhores guitarristas do mundo e muito elogiado por grandes nomes como Steve Vai, Carlos Santana e Eric Clapton. Pedro Anibal de Oliveira Gomes, mais conhecico como Pepeu Gomes, ainda recusou convites de Megadeth, Whitesnake e Living Colour, alegando que o Brasil precisava mais de sua música do que os gringos.
O baiano, que veio de uma família de músicos, aprendeu a tocar violão de ouvido. Com 11, montou sua primeira banda, 'Los Gatos'. Em 1966, com 14 anos, Pepeu fugiu de casa e começou a viver da música profissionalmente.
Três anos depois, após uma apresentação na televisão com sua banda da época, foi convidado por Gilberto Gil e Caetano Veloso para o show de despedida pré-exílio de ambos. Antes de se mudar, Gil presenteou-o com o disco 'Smash Hits', de Jimy Hendrix. Até então desconhecido para Pepeu, o lendário guitarrista americano se tornou influência marcante no futuro de sua carreira.
Em 1970, juntamente com Moraes Moreira, Paulinho Boca de Cantor, Luiz
Galvão e Baby Consuelo, Pepeu formou o grupo 'Novos Baianos'. Mesclando ritmos como Samba, Rock, Choro e Bossa Nova, o conjunto inovou e ganhou muitos prêmios. Seu segundo disco, 'Acabou Chorare', foi eleito o melhor disco da história da música brasileira, pela revista Rolling Stone.
Com o fim da banda, em meados de 78, Pepeu lança seu primeiro disco solo, 'Geração do Som'. Na mesma época, tocou na Suíça acompanhando Gilberto Gil, no Montreux Jazz Festival. No ano seguinte, estreia como cantor em seu segundo disco, intitulado 'Na Terra a Mais de Mil'.
Devido a sua elogiada performance na edição anterior, foi chamado novamente para o festival suíço, em 80. Dessa vez, em show solo. O show foi um sucesso acabando sendo lançado com o nome de 'Pepeu Gomes Ao Vivo'.
A grande execução da música 'Eu Também Quero Beijar' rendeu um disco de ouro a Pepeu em seu terceiro trabalho solo. Emplacando hits sucessivos, vieram os álbuns "Um Raio Lazer", de 1982, e "Masculino e Feminino". Esse último, aliás, foi gravado nos Estados Unidos, com renomados músicos do país.
Em 1985, teve seu auge com uma inesquecível participação no Rock in Rio. Mesmo encontrando. Pepeu foi ovacionado e consagrado internacionalmente, chegando a ser convidado parar entrar no Whitesnake.
No final dos anos 80, voltou a focar no trabalho instrumental e fez turnês mundo à fora, incorporando seu caracteristico virtuosismo à ritmos brasileiros. Sua especialidade, era fazer releituras de clássicos, como 'Brasileirinho'.
Devido ao sucesso internacional, Pepeu foi novamente chamado para integrar bandas famosas. Desta vez, Megadeth e Living Colour. Como já tinha feito anteriormente, recusou ambos, alegando motivos pessoais - Pepeu queria continuar seu trabalho com a musica nacional, a que julga ser a melhor do mundo.
Em 1998, comemorou 20 anos de carreira com um CD duplo que reuniu seus melhores trabalhos instrumentais. No ano seguinte, Pepeu lança 'My Heart', com muitos de seus sucessos em versões acústicas.
Tendo no currículo seis apresentações no festival de Montreaux, Rock in Rio I, II e III e vários shows internacionais, sua música mescla Rock, MPB, Samba, Bossa Nova, Jazz, Funk e Música Baiana. Seu incrível virtuosismo e seu longo tempo de carreira, desde quando a guitarra ainda era novidade no país, lhe renderam o apelido de Jimy Hendrix brasileiro.

terça-feira, 29 de março de 2011

Rogério Ceni - 100 gols


A função de um goleiro é evitar que seu time sofra gols, podendo utilizar as mãos. Certo? Em partes. Alguns, não satisfeitos em terem seus nomes gritados após realizarem grandes defesas, ainda têm esse prazer ao marcarem gols.
O primeiro a conseguir o tento foi o inglês Charlie Williams, em 1900. Na ocasião, o mesmo cobrou um tiro de meta e a bola acabou entrado. Sorte, em uma cena totalmente atípica até então.
De lá pra cá, muitos goleiros se especializaram e, ao invés de contarem com a sorte, esbanjam técnica em cobranças de faltas e pênaltis.
Até pouco tempo atrás, o folclórico José Luis Chilavert era quem roubava a cena. Chegando, inclusive a marcar três gols em um único jogo, em 1999.
Mas, com 62 tentos, o paraguaio é apenas o segundo no ranking de goleiros artilheiros. Quem lidera é o brasileiro Rogério Ceni, que chegou a incrível marcar de 100 gols no último domingo.
Seu primeiro gol foi de falta, no Paulistão de 97, quando seu time venceu por 2x0 contra o União São João. Desde então, Rogério de especializou nas bolas paradas e, diferente dos outros goleiros que também marcam, a maioria de seus gols são de falta - dos 100, 55 são de fora da área, 44 de pênalti e um de bola rolando.
Em 21 anos de carreira, o são paulino tem a média de quase 5 gols por ano. Número maior que muito jogador de linha. Mas, nem sempre foi fácil a vida de Ceni. Em 98, o então técnico Mário Sérgio proibiu o goleiro de cobrar. Na época, Rogério era goleiro da Seleção Brasileira e Mário acreditava que seria melhor ele se dedicar exclusivamente a defender.
Hoje, podemos ver que Rogério Ceni pode muito bem exercer a duas funções, defendendo e marcando gols.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Homenagens: Didi


Antes de Pelé, a 10 era dele. Eleito o melhor jogador da Copa de 1958, Waldir Pereira era mais conhecido como Didi. No entanto, com seu enorme talento, acabou ganhando outros apelidos durante sua carreira, como 'Mr. Football' e 'Príncipe Etíope'.
Dono de passe um passe refinado e uma classe toda particular, é sempre lembrado como um dos melhores e mais elegantes médio volantes da história do futebol mundial. Foi também o criador da trivela, na época, chamada de chute 'folha seca', por ser similar ao movimento que as mesmas fazem ao cair, mudando de rumo.
Didi começou na base do time carioca São Cristovão e rodou por times do interior até se tornar profissional em 1946, pelo Americano. Se destacou por times de menor expressão e, três anos, depois chegou ao Fluminense. No tricolor carioca ganhou seus primeiros títulos de expressão e começou a ser chamando para Seleção Brasileira. Já conhecido nacionalmente e tido como um dos melhores jogadores em atividade no Brasil, foi ser o maestro do Botafogo, que na época contava com nomes como Garrincha, Zagallo e Nilton Santos.
A parceria rendeu frutos e, juntos, ganharam a Copa do Mundo de 1958, a primeira do Brasil até então. Didi foi eleito o melhor jogador do torneio depois de já ter chego como centro das atenções por ter feito um gol de falta no estilo 'folha seca', nas eliminatórias, contra o Peru.
No ano seguinte ao título, surgiu a oportunidade de jogar na Europa e Didi foi contratado pelo poderoso Real Madrid. A equipe era a grande sensação mundial, ganhando título atrás de título. Pelo clube espanhol, o 'príncipe negro' ganhou a Liga dos Campeões daquele ano e saiu no final da temporada. Boatos dizem que astro argentino Di Stefano se sentiu ameçado e liderou um boicote ao brasileiro, que também sofreu muito preconceito por conta de sua cor negra.
De volta ao Botafogo, Didi ganhou dois campenatos cariocas e foi para o São Paulo. Porém, o clube paulista estava afundando em dívidas por causa da construção do estádio do Morumbi e teve que se disfazer do jogador.
Pela terceira vez em sua carreira, voltou parar o clube da estrela solitária. Porém, com a soberania nacional do Santos, 'Mr. Football' foi tentar a sorte no futebol mexicano.
No final da mesma temporada, o tricolor paulista já estava bem financeiramente e repatriou Didi. Mesmo com 38 anos, o jogador se destacou e foi chamado para a Copa do Mundo de 1962.
Comandado por Pelé e Garrincha, o Brasil se tornou bi campeão mundial e, logo após o torneio, o príncipe negro encerra sua carreira de jogador.
Contribui ainda para o futebol como treinador, começou por times do Peru, chegando a treinar a seleção principal daquele país. Levou-a pela primeira vez a Copa do Mundo de 70, onde foi eliminado pelo próprio Brasil, que seria campeão aquele ano.
Didi treinou também Fluminense, Cruzeiro, Botafogo, e os internacionais Fernebahçe e River Plate, da Turquia e Argentina, respectivamente.
Veio a óbto dia 12 de maio de 2001(aos 72 anos), deixando no currículo duas Copas do Mundo, uma Liga dos Campeões da Europa, quatro campeonatos carioca e o inovador chute de trivela.

terça-feira, 22 de março de 2011

Alteração na lista de Mano: Leandro Damião


Com as contusões de Alexandre Pato e Nilmar nesse final de semana que se passou, o técnico Mano Menezes reforçou o ataque da seleção brasileira que agora contava apenas com Neymar e Jônas. O escolhido foi Leandro Damião, do Internacional.
Mano justificou a escolha alegando que, além da incrível marca de 13 gols marcados somente nesse início de ano, o autor do gol do título da última Libertadores ainda tem 21 anos de idade e pode ser chamando para a seleção olímpica.
O jogador se mostrou muito empolgado com a oportunidade e promete agarrar firme a chance de defender o país:
- Cheguei no Inter com o pensamento de buscar patamares maiores. Chegar na Seleção é o sonho de qualquer jogador. Quando meu pai me deu uma bola para brincar, pensei que era isso que eu queria. Não tem explicação. É uma vitória pessoal, com apoio da minha família.
Leandro Damião deixa Porto Alegre na quarta-feira rumo à Londres, para domingo defender o país no amistoso contra a Escócia.