segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Diego Armando para cima do Roma!

Coerência. Essa sem dúvida é a palavra mais usada por Dunga em suas convocações. Foi com esse argumento que Dunga convocou Ramires e Felipe Melo e os manteve no time. A coerência também foi responsável pela volta de Adriano a seleção, já que, segundo Dunga, o atacante voltou a ser feliz. Mas, o que seria exatamente coerência? Segundo o dicionário Aurélio, coerência quer dizer "ligação, conexão, de um conjunto de idéias ou de fatos, formando um todo lógico". Lógica? Parece lógico Dunga convocar nomes como Diego Tardelli, que praticamente não fez nada no Flamengo - assim como nas frustradas passagens por times europeus - e apenas viveu uma fase boa no Atlético Mineiro; Gilberto Silva, que saiu pela porta dos fundos do Arsenal e hoje joga em um clube médio da Grécia; Júlio Baptista, que embora faça seus golzinhos, está longe de ser um reserva imediato para Kaká? Parece um tanto estranho Dunga usar a coerência para explicar isso. Vejamos Diego, por exemplo. O jogador vem mostrando seu valor a anos na europa, primeiramente no Werder Bremen da Alemanha e mais recentemente no Juventus da Itália. No clube bávaro era o dono do time, o camisa 10, que armava e fazia gols; tendo feito inclusive gol do meio de campo. Foi contratado no início da temporada pela Velha Senhora, após vencerem uma briga com Real Madrid, Inter de Milão e outras potencias mundiais. Logo no jogo de estréia, já fez um lindo gol e mostrou aos torcedores que não sentirão falta do tcheco recém-aposentado Pavel Nedved. A segunda rodada do Italiano foi contra o Roma, de Júlio Baptista, e a superiodade do ex-menino da Vila Belmiro ficou evidente. Com dois belos gols, Diego destruíu o empério romano e foi chamado de Maradona pela impresa local. Além de Diego podemos citar Anderson, que domina o meio de campo do Manchester United, assim como Denílson faz no Arsenal; Lucas e Hernanes que mostraram seus valores nas Olímpiadas e nas seleções inferiores; Kléber que já jogava muito no Dínamo Kiev e continou mostrando suas qualidades por Palmeiras e Cruzeiro. Injustiça? Não! Coerência.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Dica de som: Audioslave

Antes de falar da banda de hoje, é preciso falar de duas bandas de peso no cenário do rock: Rage Against the Machine e Soundgarden. Zack de la Rocha, o vocalista do Rage Against the Machine deixou a banda em outubro de 2000 para seguir carreira solo, ao passo que os três integrantes remanescentes partiam para a busca de um novo vocalista. Fizeram então um ensaio com Chris Cornell, que vinha de uma bem sucedida carreira no Soundgarden nos anos 90 e já havia lançado um álbum solo, "Euphoria Morning", em 1999. O entrosamento entre os ex-Rage Against the Machine e o ex-vocal do Soundgarden superou as expectativas de todos, surgindo assim o Audioslave. A banda nasceu e com ela veio os problemas. E não foram poucos. O primeiro empecilho foi em relação a gravadora, já que o Rage Against era produzido pela Sony e Cornell pela Universal, duas gravadoras rivais. Com muita negociação e com um acordo jamais feito antes, foi possível seguirem em frente. Em março de 2002, a nova banda anunciou sua participação no Ozzfest, o maior festival itinerante de rock dos EUA, promovido pelo veterano rockeiro Ozzy Osbourne. No entanto, com tudo definido, datas e horários dos shows, Chris Cornell anuncia sua saída da banda. A notícia preocupou mas a gravadora Epic continuou anunciando que o disco seria lançado e em pouco tempo Cornell estava de volta, para ficar. No início o projeto foi batizado "Civilian", porém já existia uma banda com esse nome e foi preciso procurar outro. Chris Cornell sugeriu Audioslave e todos concordaram. Também já existia um Audioslave e, desta vez, um acordo financeiro permitiu que o novo grupo passasse definitivamente a se chamar Audioslave. Durante o processo de transmissão digital de demos gravadas em Los Angeles para Chris Cornell em Seattle (sim, conforme anuncia o site da banda, o Audioslave é uma banda de ponte-aérea, Los Angeles e Seattle), as músicas caíram em mãos erradas. E dali para a internet foi um pulo. Foi então que, por volta de maio, 13 músicas do Audioslave circulavam livremente pela internet. O disco Audioslave, que efetivamente tem muito pouco da demo que vazou, chegou finalmente as lojas em novembro de 2002. Contendo grandes sucessos como "Like a Stone", "Show Me How To Live", "Cochise" e "I Am The Highway", o albúm foi disco de ouro antes mesmo do fim de 2002. Não foi só os fãs que ficaram empolgados o resultado da união. Segundo Tom Morello, o Audioslave compôs mais nos últimos oito meses do que o Rage Against the Machine em oito anos, e a chance de trabalhar com Cornell abriu a possibilidade de trabalhar as melodias nos vocais, um território não explorado durante a carreira do Rage. E acrescenta: "Não é só melodia nos vocais, é o freakin’ Chris Cornell!". Depois do lançamento do disco debut a banda mostrou que continuava firme e forte no cenário musical e em 2005, colocou nas lojas o álbum "Out of Exile", segundo da carreira. O material mostra um Audioslave mais entrosado, conciso, dosando o peso e o potencial pop das músicas, e tem como principais destaques faixas como "The Curse", "Doesn't Remind Me", "Be Yourself" e "Your Time Has Come". Out of Exile obteve grande repercussão nas paradas, conquistando o topo na Billboard e em diversos outros países. Para o lançamento, a banda viajou a Cuba para fazer uma inédita apresentação na ilha de Fidel Castro. O show foi gravado para lançamento em DVD, batizado de Live in Cuba. Na seqüência, a banda partiu para uma turnê européia, onde a novidade foi a inclusão de clássicos do Soundgarden e Rage Against the Machine no setlist. Em 2006, foi lançado o terceiro (e último) álbum da banda, "Revelations". Um fato curioso é que mesmo com o lançamento do disco, o Audioslave não entrou em turnê - um dos motivos teria sido o segundo trabalho solo do vocalista, que estava sendo produzido. Com o anúncio de uma reunião do Rage Against the Machine durante o Festival Coachella de 2007 e com Chris Cornell anunciando sua saída da banda, alegando "diferenças irreconciliáveis", o Audioslave chegou ao seu fim.

Pós Audioslave

Tom Morello, Tim Commerford e Brad Wilk se juntaram a Zakk de la Rocha para o show de Coachella além de alguns outros, e disseram que não há planos para lançamento de material novo. Atualmente o vocalista Chris Cornell está em carreira e já lançou 2 discos. Carry On, o primeiro, saiu em 2006, contendo a faixa "You Know My Name", tema de 007: Cassino Royale. Em 2009, Cornell lança seu terceiro cd solo - o primeiro já havia sido em 1999, como dito na matéria acima -, intitulado "Scream". Produzido por Timabaland, o disco traz um Cornell bem mais pop, dividindo assim a crítica. Outro fato do cantor que vale a pena ser relatado é a brilhante versão de Billie Jean, de Michael Jackson, que Cornell executa com perfeição nos shows.

domingo, 23 de agosto de 2009

Oito vezes campeãs

O dia 23 de agosto com certeza ficara na memória das meninas do vôlei. Exatamente um ano depois de conquistar o ouro Olímpico em Pequim, a seleção brasileira femina de volêi sagrou-se campeã de forma invícta no Grand Prix e, assim, reafirmou seu status de maior vencedor do torneio. Outro motivo de alegria nesse 23 de agosto é que, além da medalha de outro em pequim e da conquista do Grand Prix pela oitava vez, hoje também é aniversário de Mari, completando 26 anos.
O Brasil fez uma campanha impecável na competição. Foram 14 jogos e 14 vitórias, contra Estados Unidos, Alemanha, Porto Rico, China, Polônia, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Holanda. Há oito anos sem perder para o Japão, o Brasil entrou na quadra no lotado Ginásio Metropolitano de Tóquio com a responsabilidade de seguir com o esse número, manter a invencibilidade na competição e conquistar o octacampeonato. Além disso, tinha a árdua tarefa de calar a torcida japonesa, que compareceu em grande quantidade para incentivar sua seleção a chegar à sua segunda vitória na fase final. A pressão feita pela torcida surtiu efeito e a seleção brasileira errava muito. Mari, com muita dificuldade na recepção, não passava bem para Dani Lins. Tal situação ajudou na marcação das japonesas sobre o time brasileiro. Com 17/12 a favor do Japão, Thaisa errou o tempo de uma bola de meio, enlouquecendo o técnico Zé Roberto. Vulnerável na recepção, a aniversariante passou a compensar no bloqueio. Foi ela a responsável pelo 19º ponto, que igualou o marcador. Em mais um toco da atacante, o Brasil passou a frente pela primeira vez no set: 21/20. Neste momento, Zé Roberto tinha em quadra Joycinha e Ana Tiemi, que fez uma defesa sensacional e deixou 23/20. Desfeita a inversão de 5-1, Mari cravou na quadra japonesa e marcou 24º ponto. Mais uma vez ela, no bloqueio, fechou para o Brasil em 25/21. O segundo set foi marcado pelo equilíbrio. O Japão começou na frente mas logo as meninas brasileiras reagiram, chefiadas pelo 'paredão Fabiana'; inquestionável nos bloqueios. Com 16/15 a favor no placar, as japonesas foram para a parada técnica obrigatória. Na volta as quadras, o equilibrio continuou e as duas equipes se revezavam na frente do placar até os 22, quando o técnico Zé Roberto resolveu fazer algumas substituições - entre elas, a estréia de Camila Brait. Porém as trocas não deram resultado e as japonêsas venceram o segundo set por 27/25. Com a partida igual em sets, o Brasil precisava reagir para alcançar o octacampeonato. No dia em que completava 1 ano da inédita conquista do ouro olímpico, a seleção brasileira não podia transformar o 23 de agosto em uma data amarga. Afinal, a taça já estava praticamente na mão. Perdê-la seria frustrante demais. Era preciso crescer em quadra. E foi o que as meninas fizeram. Apesar do começo devagar, elas encontraram o jogo no meio do set e, com os fundamentos funcionando de forma eficiente, colocaram uma boa vantagem, que foi administrada até 25/19. Para o quarto set, Zé Roberto fez algumas mudanças no time como Sassá no lugar da aniversariante Mari. A tática usada pelo técnico Zé Roberto funcionou, e o Brasil teve mais tranquilidade na parcial. Com seis pontos de vantagem no placar, a seleção foi se aproximando do octacampeonato. Antes mesmo do 25º ponto no placar, as meninas já comemoravam a conquista, ratificando que 23 de agosto é, realmente, o dia de sorte delas.
E não para por aí. Além de campeã, a seleção ainda manteve a rotina de ter uma brasileira eleita a melhor jogadora da competiação. Em 2005, Paula Pequeno foi a eleita. No ano de 2006, foi a vez de Sheilla. Em 2008, Mari foi a escolhida. Neste ano, quem ficou com o título foi novamente a oposto Sheilla(primeira foto). A equipe de Zé Roberto ainda ganhou mais um prêmio individual: Fabiana recebeu a placa de melhor bloqueadora(segunda foto).

Rubinho! ..Rubens Barrichello do Brasil!

Depois de 5 anos, o brasileiro Rubens Barrichello chegou a sua décima vitória da carreira. A vitória em Valência é a centésima do Brasil na Fórmula 1 e veio de uma forma excepcional. Barrichello largou na terceira posição e, com uma tática perfeita, superou as duas McLarens de Lewis Hamilton e Heikki Kovalainen. O inglês chegou em segundo e o finlandês caiu para quarto, superado pelo compatriota Kimi Raikkonen, que conseguiu a última posição do pódio. Com a primeira vitória no ano, Rubens Barrichello chegou aos 54 pontos e voltou à vice-liderança do campeonato reduzindo a vantagem de Jenson Button, que tem agora 72, para 18. Mark Webber, da RBR, se mantém em terceiro, apesar de não ter pontuado, com 51,5. A próxima corrida da temporada será disputada na Bélgica, em uma semana, no dia 30 de agosto. As McLarens se mantiveram nas duas primeiras posições da corrida, fazendo um bom uso do Kers após a largada. Lewis Hamilton ficou na ponta, seguido pelo companheiro Heikki Kovalainen. Rubens Barrichello largou bem e assegurou a terceira posição. Kimi Raikkonen, também com o Kers, subiu de sexto para quarto. Líder do campeonato, Jenson Button se estranhou com Sebastian Vettel e caiu para oitavo. Já o alemão da RBR ficou em quinto. Button, ainda na primeira volta, errou uma curva e teve de cortar a chicane para se manter à frente de Mark Webber, da RBR. Após ser alertado pela Brawn GP de uma possível punição, o inglês acabou cedendo a oitava posição na última curva do circuito. Hamilton e Kovalainen estavam com pneus macios e abriam vantagem sobre Barrichello, que estava com os duros e mais pesado. No entanto, à medida que seu carro ia ficando mais leve em função do combustivel queimado, a distancia diminuia. O inglês fez o pit stop na volta de 16 e o finlandês na volta seguinte. Com isso, Barrichello acelerou seu carro e, com a pista livre, sumia na frente dos adversários. Com o tempo ganho neste período, o brasileiro ganhou a segunda posição do finlandês e se aproximou bastante de Hamilton, que manteve a primeira posição após o pit stop. A partir, os dois começaram uma espécie de "match race", com um marcando o outro na pista. Quando o inglês era mais rápido, o brasileiro respondia na volta seguinte. Com isso, os dois se distanciaram de Heikki Kovalainen, que estava na terceira posição da prova neste momento. Barrichello começou a virar o jogo contra Hamilton na 29ª volta, quando começou a fazer voltas mais rápidas, ficando atrás por apenas dois segundos. Oito voltas depois, o inglês entrou nos boxes para fazer sua segunda parada. No entanto, a McLaren não estava completamente preparada e ele perdeu 13,4 segundos. O brasileiro, que não tem nada haver com isso, acelerou ainda mais e fez duas voltas muito rápidas seguidamente. Na 40ª volta, o pneu traseiro direiro de Nakajima estourou e ficou no traçado. Com medo da entrada de um safety car, a Brawn chamou o brasileiro aos boxes no fim desta passagem. Com apenas 6,8 segundos, o brasileiro voltou com uma boa folga na frente, de mais de sete segundos. Hamilton ainda tentou uma pressão no fim da corrida, mas Barrichello apenas administrou a boa vantagem, obtida com a tática perfeita e o bom desempenho na pista.
Barrichello também manteve o domínio brasileiro no segundo ano da corrida no circuito de rua de Valência; já que em 2008, Felipe Massa venceu com a Ferrari de forma excepcional. O piloto da Brawn GP aliás não se esqueceu do amigo da Ferrari - que se recupera do forte acidente sofrido no treino classificatório do GP da Hungria, há três finais de semana -, e o homenageou em seu capacete com os dizeres "Felipe - see you on track soon" (Felipe, vejo você na pista em breve). Rubinho agradeceu à todos que lhe apoiaram e aos engenheiros da equipe, além de dedicar a vitória aos brasileros.

domingo, 16 de agosto de 2009

Novamente Bolt, novamente recorde!


Além da facilidade com que vence as provas, Usain Bolt também é conhecido por sua irreverência nas pistas. Mas dessa vez, no Campeonato Mundial de Atletismo, a história não foi bem assim. Com a concorrencia do compatriota Asafa Powell e do americano Tyson Gay, o jamaicano não estava dando muitos sorrisos, pois sabia que não seria fácil superá-los. Porém, o velocista que completa 23 anos na sexta-feira, antecipou a festa e se deu um presente duplo no Estádio Olímpico de Berlim: a medalha de ouro nos 100m rasos e o novo recorde mundial da prova. O recorde mundial era do próprio Bolt, 9s69, conquistado nos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado. Pelas condições da pista, com o piso mais macio, e pelos tempos dos corredores nas fases anteriores, a expectativa era de que ninguém conseguisse quebrar a marca no Campeonato Mundial. Bolt, mais uma vez, chocou o planeta. Antes da competição, o jamaicano parecia relaxado. Na apresentação para as câmeras, sorriu e apontou o braço para o céu, como sempre faz durante as competições. Na largada, no entanto, ele mostrou que não estava para brincadeira. Logo após a partida, Bolt se distanciou de Gay, que largou mal. Nos primeiros metros, a vitória já parecia mais do que assegurada. A partir dali, a dúvida era se o recorde mundial seria quebrado. Ao contrário do que fez em Pequim, quando bateu no peito antes de cruzar a linha de chegada, em Berlim Bolt manteve o ritmo forte e a seriedade até o último momento. Na reta final, olhou para o lado, espiou os concorrentes e viu que não seria mais ameaçado por ninguém. Assim que cruzou a linha, o jamaicano olhou para onde o mundo inteiro queria olhar: o cronômetro ao lado da pista. Confirmada a marca de 9s58, a prova praticamente perfeita e o recorde mundial, a festa estava liberada. O sorriso que ficou contido durante os quase 10 segundos da prova explodiu à beira da pista. Sem conter a felicidade, o campeão mundial apontou para o céu, abraçou o mascote, pegou a bandeira da Jamaica e cumprimentou os rivais. Ali, sim, transformou-se no Bolt que o mundo conhecia, com a irreverência estampada no rosto e a sensação do dever cumprido. Ainda encontrou tempo para ensaiar passos de dança com Asafa Powell, que mostrou bom humor mesmo após a derrota e assumiu, sem pudores, o papel de coadjuvante do compatriota campeão.